Existe uma ilusão perigosa no mundo dos negócios de que a linha de crescimento deve ser uma reta ascendente, infinita e sem pausas.
Mas o curso da natureza não funciona assim. Nenhuma árvore floresce o ano inteiro, o mar tem a maré cheia e a maré vazia, o coração tem a sístole e a diástole, ou seja, tudo – tudo mesmo – funciona por ciclos.
Por que exigimos que a nossa empresa seja uma máquina que nunca pausa para respirar?
Quando falamos de sazonalidade aqui na crescere, é entender a respiração do seu negócio, entender os meses de alta e de baixa, entender que há o tempo de expandir (vender, aparecer, colher) e há o tempo de nutrir (organizar, repensar, fortalecer a raiz).
Quando o “inverno” das vendas chegar, não entre em pânico, não se sinta menor. Use o silêncio do mercado para arrumar a casa, porque é na baixa que a gente se prepara para a alta. Quem não respeita o inverno, chega exausta na primavera.
E então, há o imprevisto, aquele dia em que o plano perfeito encontra a realidade caótica, aquele dia que o cliente cancela, o computador quebra, a vida atravessa a rotina de trabalho sem pedir licença.
Muitas mulheres acham que, se fossem “boas o suficiente”, não teriam imprevistos e isso é a maior mentira que você pode acreditar. O imprevisto não é um sinal de fracasso, é apenas a vida acontecendo.
A diferença entre a menina e a mulher de negócios é como elas reagem ao caos.
A menina se desespera e acha que é o fim. A mulher respira, olha para o seu caixa (sua reserva de segurança) e ajusta a rota.
Ter uma reserva financeira é um ato profundo de amor-próprio. É o que te permite dormir em paz quando o mundo lá fora está caótico.
Nós preparamos o seu negócio não para um mundo ideal que não existe, mas para o mundo real, que é feito de sol e de chuva.
E quando a chuva vier — porque ela virá —, você não será a folha solta que a tempestade leva. Você será árvore. Raiz firme. Estrutura sólida. Pronta para balançar, mas nunca para quebrar.
Isso é crescere, o respeito e cuidado para o crescimento sólido da sua empresa.



