autoridade sem pedir licenca como mulheres podem se posicionar no linkedin com verdade estrategia e coragem

Autoridade sem pedir licença: como mulheres podem se posicionar no LinkedIn com verdade, estratégia e coragem

Competência, trajetória e resultados não têm sido suficientes para garantir visibilidade às mulheres no ambiente profissional. No LinkedIn, essa realidade se repete. Mesmo diante de um espaço que valoriza conhecimento, repertório e visão estratégica, muitas profissionais seguem em silêncio. Não por falta de conteúdo, mas por excesso de espera.

Para Flavia Gamonar, estrategista de executivos, founders e empreendedores e instrutora oficial do LinkedIn Learning, o principal bloqueio não está na técnica, mas no comportamento. “Muitas mulheres só se autorizam a falar quando acreditam que sabem tudo. Só que esse dia não chega nunca”, afirma.

O hábito de aguardar o momento ideal para se posicionar não é exclusivo do LinkedIn, mas ganha contornos ainda mais limitantes no digital. Ao usar a plataforma apenas de forma reativa, quando surge uma necessidade ou oportunidade, mulheres deixam de assumir protagonismo sobre a própria narrativa profissional.

“O posicionamento acontece quando você decide contar sua história, e não quando espera ser descoberta”, explica Flavia.

Esse silêncio estratégico, muitas vezes disfarçado de cautela, cobra um preço alto: invisibilidade.

Autoridade nasce da coerência, não da perfeição

Na contramão da ideia de perfis impecáveis, Flavia defende que credibilidade se constrói a partir da verdade. Não da estética perfeita, mas da coerência entre trajetória, discurso e entrega.

“Um perfil que transmite credibilidade não é o mais impecável, é o mais coerente. Quando alguém lê e sente ‘isso é de verdade’, a confiança acontece naturalmente”, destaca.

Antes da validação externa, vem a identificação. Quando o conteúdo reflete experiências reais, decisões tomadas e aprendizados acumulados, a autoridade se estabelece sem esforço artificial.

Outro bloqueio comum entre mulheres no LinkedIn é o receio de parecerem excessivamente vendedoras. Para Flavia, essa percepção nasce de um conceito ultrapassado sobre venda.

“Durante muito tempo, vender foi associado a ser invasiva, insistente, empurrar algo para alguém que não pediu. Isso gera rejeição”, analisa.

Na prática, vender no LinkedIn está muito mais ligado a construir confiança, gerar identificação e ajudar o outro a compreender melhor o próprio contexto. Quando o posicionamento parte da experiência real, o conteúdo deixa de ser autopromoção e passa a ser contribuição.

“A sensação de venda excessiva costuma aparecer quando falta profundidade. Quando há clareza e verdade, a conversa acontece de forma natural e a venda vira consequência, não esforço”, afirma.

Conteúdo com intenção estratégica

Para mulheres empreendedoras, presença sem estratégia não se traduz em resultado. Segundo Flavia, muitas produzem conteúdo relevante, mas não constroem pontes para o próximo passo.

“O LinkedIn funciona quando existe intenção. Quem sou, o que quero, no que sou boa, que conteúdo crio e o que estou vendendo no final do dia precisam estar integrados”, explica.

Ela ressalta que, ao longo dos anos, percebeu que o problema nem sempre está no perfil ou no conteúdo, mas na comunicação da proposta de valor, no preço, na promessa do produto ou na forma de conduzir a venda.

Sem um conjunto de ações alinhadas, a visibilidade não se converte em negócio. O medo do julgamento ainda limita fortemente a atuação feminina na plataforma. E, segundo a especialista, ele é real. Mas o silêncio custa mais caro.

“Não dá para construir uma carreira relevante tentando ser neutra. Toda vez que você se posiciona, alguém vai discordar. Isso faz parte”, afirma.

A escolha, segundo Flavia, não é entre agradar ou desagradar, mas entre ser lembrada ou passar despercebida. Posicionamento exige coragem e também discernimento sobre o que faz sentido compartilhar.

Para mulheres competentes que ainda não se posicionaram no digital, o conselho é direto: não espere a confiança para começar.

“Comece para construir confiança. Posicionamento não é sobre exposição exagerada, é sobre coerência”, orienta.

Assumir a responsabilidade de contar a própria história, em vez de deixar que outros o façam, é um movimento que destrava oportunidades, amplia repertórios e fortalece a presença profissional.

No LinkedIn, autoridade não se pede. Se constrói. Com verdade, estratégia e coragem.

Compartilhar esta notícia

Receba as principais notícias direto no WhatsApp!

Inscreva-se no Canal do Portal Eliana Gorritti

Leia Também:

PUBLICIDADE