Companhia apresenta experiência do Respeito Dá o Tom em debate sobre acesso, desenvolvimento e progressão da população negra no mercado de trabalho
Ampliar o acesso ao mercado de trabalho é apenas uma parte do desafio da equidade racial. Criar condições para que profissionais negros permaneçam, se desenvolvam e avancem em suas carreiras é uma discussão que também precisa estar no centro das organizações. Essa será uma das reflexões levadas pela Aegea ao 4º Fórum IOB, que acontece nesta quarta-feira (19), das 8h às 17h30, no auditório do Sebrae, na Enseada do Suá, em Vitória.
Promovido pelo Instituto Oportunidade Brasil (IOB), o encontro reunirá especialistas, representantes do poder público, empresas e organizações da sociedade civil para discutir caminhos para a redução das desigualdades a partir da educação, do trabalho, da tecnologia e da equidade racial. Nesta edição, o Fórum terá como tema “Equidade que sustenta: educação, trabalho e tecnologia como infraestrutura de futuro”.
Representando a Aegea, a gerente do Instituto Aegea, Marina Rodrigues, participa do painel “Trabalho que sustenta: inclusão, progressão e pertencimento”. O debate propõe ampliar o olhar sobre a inclusão no mercado de trabalho, incorporando à discussão as oportunidades de desenvolvimento e crescimento profissional.
“Promover equidade racial no mercado de trabalho não é apenas ampliar o acesso às oportunidades. É garantir que as pessoas também tenham condições de permanecer, se desenvolver e progredir. É transformar inclusão em trajetória e oportunidade em pertencimento”, afirma Marina.
Experiência construída dentro da companhia
A participação da Aegea também levará ao Fórum a experiência do Respeito Dá o Tom (RDT), programa criado há nove anos para promover a equidade racial e de gênero na companhia. A iniciativa desenvolve ações relacionadas à empregabilidade, desenvolvimento e relacionamento e parte do entendimento de que diversidade precisa estar presente também nas oportunidades de crescimento dentro da organização.
“Quando falamos em equidade racial, precisamos olhar para toda a jornada profissional: acesso, desenvolvimento, progressão e pertencimento. É essa visão que orienta o Respeito Dá o Tom e nos desafia a transformar diversidade em oportunidades concretas de desenvolvimento”, destaca Marina.
A atuação da Aegea nesse campo também está relacionada ao próprio impacto social do setor de saneamento. A ausência de acesso aos serviços básicos não atinge a população de maneira uniforme e amplia desigualdades que já fazem parte da realidade brasileira. Para a companhia, avançar na universalização do saneamento e promover diversidade dentro da própria organização são compromissos que dialogam entre si.
“A falta de saneamento básico no Brasil tem um impacto muito grande na vida das mulheres e pessoas negras. A Aegea entende que faz parte do seu compromisso com a sociedade de cada território onde opera enfrentar esse desafio com uma equipe que reflete a diversidade de cada município em todos os níveis da Companhia. Por isso, há 9 anos, criou o Programa Respeito Dá o Tom e tem promovido ações para incentivar a equidade de raça e gênero na empresa.”


