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Agosto Lilás: conscientização em igrejas ajuda a quebrar tabu sobre violência doméstica

As igrejas são espaços de vida em comunidade. É nesses ambientes que as pessoas encontram não só conforto espiritual, mas também um referencial para a vida, em suas mais diversas dimensões. As denominações religiosas também têm aberto, cada vez mais, suas portas para o debate sobre a violência doméstica, uma pauta comum a todas as mulheres, independentemente de credo, idade ou cor – e que ganha ainda mais destaque com o “Agosto Lilás”.

A policial penal e mestre em Segurança Pública Graciele Sonegheti, que também possui formação em Psicologia, tem dedicado seu tempo ao trabalho de sensibilização sobre o tema junto a igrejas e outras instituições.

Recentemente, ela levou a palestra “Segurança Feminina” para as igrejas Comunidade Batista Cristã (COMBC), em Santa Mônica Popular, Igreja Batista do Ágape, no bairro Ilha dos Bentos, e Ministério Batista El Shaday, em Nova Itaparica – todas em Vila Velha.

A líder do movimento de mulheres da Igreja Batista do Ágape, Roberta Felz, destaca que a palestra chamou a atenção para as diferentes formas de violência que podem não ser percebidas no dia a dia.

“A palestra trouxe uma importante reflexão sobre os diferentes tipos de violência contra a mulher. Um dos aspectos mais marcantes foi compreender que muitas atitudes consideradas normais podem, na verdade, representar formas de violência que atingem a dignidade, a autoestima e a estrutura emocional da mulher. Também reforçou que a prevenção começa com o respeito a Deus, aos seus princípios e à família, promovendo relacionamentos saudáveis, diálogo e cuidado com o próximo. Foi um momento de aprendizado, conscientização e incentivo ao respeito, à prevenção e à valorização da vida”, diz.

Graciele destaca que o tema da violência contra a mulher é uma pauta comum a todas e que as igrejas, por terem movimentos organizados, são potencializadoras da mensagem de combate às agressões. Ela ressalta, ainda, que o feminicídio é o último estágio da violência, que teve início com outros tipos de agressão, entre eles a verbal, a psicológica e a patrimonial. “Sempre abordo a questão da independência financeira no contexto da violência doméstica. Nesse sentido, o empreendedorismo feminino é uma ferramenta para a quebra do ciclo de agressões”, afirma.

A agenda de palestras da policial penal em agosto seguirá no Instituto Tiago Camilo e nas empresas Liquiport, Atlas e Sicoob.

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