mulher gasta muito o mito da consumista e a verdade sobre quenm comanda os lares no brasil

Mulher gasta muito? O mito da consumista e a verdade sobre quem comanda os lares no Brasil.

Você já deve ter ouvido a velha máxima de que “mulher gasta demais”, que somos consumistas por natureza e não sabemos lidar com finanças. Mas, contra o senso comum, os dados mostram uma realidade bem diferente.

Segundo o IBGE (2022), 49,1% dos lares brasileiros são chefiados financeiramente por mulheres. Em estados como Pernambuco, Rio de Janeiro e Ceará, somos a maioria absoluta. Isso nos leva a um cenário muito comum no Brasil: a mulher, muitas vezes mãe solo, que faz verdadeiros milagres financeiros.

Ela paga as contas, veste e educa os filhos, cuida da casa e de si mesma, muitas vezes sem uma divisão justa de custos com o genitor. Ela faz uma gestão de recursos que nenhuma faculdade de economia ensina. Nós sabemos lidar com o dinheiro, sim. O problema é a nossa relação emocional com ele.

Apesar de sermos 34% dos donos de negócios no Brasil, ainda faturamos 24% menos que os homens. Por que isso acontece? A resposta está na nossa criação.

Fomos socializadas para cuidar. Do latim, Matrimônio (ligado à mãe/mulher) remete ao casamento e cuidado, enquanto Patrimônio (ligado ao pai/homem) remete ao dinheiro e bens. Desde cedo, cuidamos das bonecas, depois dos namorados, dos filhos e, por fim, dos pais idosos.

Quando levamos essa “síndrome da cuidadora” para o empreendedorismo, surgem os prejuízos. No início da Crescere, percebi um padrão claro: homens precificam sem medo. Mulheres, por outro lado, sentem “dó” do cliente, dão descontos excessivos e têm dificuldade em valorizar o próprio trabalho.

É preciso virar essa chave. O propósito do seu negócio é cuidar da dor do seu cliente — isso você já faz bem. Mas a precificação correta é o cuidado que você precisa ter com você mesma.

Muitas vezes, achamos “caro” investir R$ 400,00 em um produto para nós, mas pagamos sorrindo para presentear alguém que amamos. Essa lógica precisa mudar. Antes de cuidar do mundo, precisamos garantir nossa sustentabilidade.

As mulheres já provaram que sabem gerir lares com maestria. Agora, é hora de usar essa mesma competência para gerir nossos negócios e nosso patrimônio, sem culpa e com a valorização que merecemos.

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