forca velocidade e precisao no rodeio mulheres dominam a arte da prova dos tres tambores

Força, velocidade e precisão no rodeio: mulheres dominam a arte da Prova dos Três Tambores

Elas são conhecidas como “as meninas dos Três Tambores” no universo do rodeio, tamanho o espaço, a identificação e o respeito que conquistaram nessa prova que combina força, velocidade e precisão. No desafio contra o cronômetro, são as mulheres que dominam a arte do equilíbrio entre força, velocidade e precisão.

São mulheres como Nina Nunes, de Vitória, que se apaixonou por cavalos muito cedo. Aos seis anos de idade, ela já estava matriculada em uma escolinha de hipismo clássico, no Clube Capixaba de Hipismo, na Serra. Aos 18 anos, começou a competir nos Três Tambores – e não parou mais. Ela concilia o trabalho como servidora pública, a maternidade e a grande paixão.

Nina compete com dois animais, a égua Lola Buckley e o cavalo Coke Quiet, e é ela quem cuida de toda a preparação durante as competições: treina, alimenta, arreia (coloca arreios e sela no animal) e transporta os cavalos.

“Rodeio, para mim, é emoção do início ao fim! A energia que existe dentro de uma arena de rodeio é inexplicável. A competidora tem que estar muito focada para poder dar seu melhor junto ao seu cavalo”, diz a competidora, que já disputou campeonatos em Jaguariúna (SP), Divinópolis (MG) e outras cidade do Brasil. Ela destaca seus títulos em Laranja da Terra (bicampeã) e São Mateus (bicampeã).

Luana Fonseca, de Linhares, diz que sempre gostou de cavalos, mas que a decisão de competir veio em 2016. Foram dois anos de treinamento para dominar as técnicas que a prova exige, até o primeiro torneio.

A cavaleira concilia o trabalho de atendente em um espaço de pesca com a paixão pelo rodeio. É com a égua Negrita que ela participa de competições no Espírito Santo e em outros estados. Luana conta que o encontro com o animal foi “amor à primeira vista”, no entanto, só depois de quatro anos estabeleceu uma “conexão” com Negrita e, assim, formaram o que se chama de conjunto.

A Prova dos Três tambores exige essa parceria entre homem e animal. O cavalo precisa responder a comandos, como os de pernas e de rédeas, e, por outro lado, o cavaleiro necessita sentir o que o animal está fazendo.

Daiana Arantes Fileti, de Venda Nova do Imigrante, tem contato com o meio rural desde criança. A família tem fazenda e, antes da “Prova dos Três Tambores”, Daiana participou de concursos de marcha e hipismo clássico. Seu cavalo, About The Fame, a acompanha nos torneios há oito anos.

“Em 2023, conquistei um importante torneio em Campos do Goytacazes (RJ). Foi ali que percebi que tínhamos um conjunto”, afirma Daiana, que é veterinária. Entre outros títulos, ela destaca a conquista do rodeio de São Roque do Canaã, no ano passado, e de Atílio Vivácqua, neste ano.

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Competidoras no Rodeio Show em Jaguaré

As três cavaleiras vão disputar a “Prova dos Três Tambores” do Rodeio Show de Jaguaré, no Norte do Estado, uma das atrações da 5ª Festa da Agricultura Familiar da cidade, que será realizada entre os dias 04 e 06 de setembro, no Parque de Exposições Alfeu Sossai. A prova será exclusiva feminina.

A 5ª Festa da Agricultura Familiar de Jaguaré é organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Jaguaré, com o apoio da Prefeitura de Jaguaré.

“Será uma prova inédita em Jaguaré e que se tornará referência no norte do Estado. Além das Prova dos Três Tambores, teremos shows, 18 montarias e espetáculos com arcos de fogo e os chamados fogos musicais”, destaca o prefeito Marcos Guerra. A entrada é franca.

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